A disfagia é um distúrbio da deglutição que pode ter graves consequências para a nutrição, hidratação e qualidade de vida das pessoas afetadas. É definida como a dificuldade em engolir alimentos e/ou líquidos, o que pode levar à aspiração, pneumonia e outros problemas de saúde. Neste artigo, aprofundaremos nos diferentes tipos de disfagia, suas causas, diagnóstico, tratamento e prevenção.
Principais tipos de disfagia
- A disfagia orofaríngea ocorre na parte superior da garganta e refere-se à dificuldade em mastigar e engolir alimentos.
- A disfagia esofágica, esta ocorre no esófago. Refere-se à dificuldade em engolir alimentos depois de terem sido mastigados e passados pela garganta.
Causas da disfagia
A disfagia pode ter diversas causas, como doenças neuromusculares, acidentes vasculares cerebrais, traumatismos na cabeça ou pescoço. Mas também doenças autoimunes, cancro da cabeça e pescoço, doenças inflamatórias do esófago, entre outras. Estes sintomas manifestam-se independentemente do tipo de disfagia desenvolvida.
As pessoas idosas também podem desenvolver disfagia devido ao processo natural de envelhecimento. Este enfraquece os músculos da deglutição e reduz a quantidade de saliva produzida.
Diagnóstico da disfagia
O diagnóstico da disfagia pode incluir uma série de exames, como a videofluoroscopia, a endoscopia, a manometria esofágica e a avaliação clínica da deglutição.
- A videofluoroscopia é um exame em que se tira uma radiografia da cabeça e do pescoço enquanto a pessoa engole líquidos e alimentos com bário.
- A endoscopia é um exame em que se insere um tubo fino e flexível com uma câmara na ponta através da boca para examinar a garganta e o esófago.
- A manometria esofágica mede a pressão no esófago e ajuda a identificar possíveis problemas de motilidade.
- A avaliação clínica da deglutição implica observar e avaliar os movimentos da boca, da língua e da garganta enquanto a pessoa engole.
Tratamento da disfagia
O tratamento da disfagia depende da causa subjacente e da gravidade do distúrbio. Em alguns casos, dependendo do tipo de disfagia, pode ser necessário fazer mudanças na dieta. Como modificar a consistência dos alimentos e líquidos para que sejam mais fáceis de engolir. Em outros casos, podem ser recomendados exercícios de fortalecimento dos músculos da deglutição ou terapia da fala para melhorar a coordenação da deglutição. Em casos graves, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos para corrigir a disfagia.
Prevenção da disfagia
A prevenção da disfagia implica tomar medidas para reduzir o risco das causas subjacentes, como o controlo da pressão arterial e do colesterol. Mas também o tratamento das doenças autoimunes e do cancro da cabeça e pescoço, e a prevenção de acidentes vasculares cerebrais e traumatismos na cabeça e pescoço.
Além disso, algumas estratégias para prevenir a disfagia incluem manter uma boa higiene oral e dentária, beber água suficiente para manter uma boa hidratação, evitar comer e beber muito rápido e em grandes quantidades, e dar pequenas dentadas e goles. Também é importante mastigar bem os alimentos e levar o tempo necessário para os engolir.
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